Gestão e Governança Corporativa

O gerenciamento das organizações tem como eixos de sustentação dois processos: A Gestão e a Governança Corporativa. Esses processos devem estar conectados e intimamente integrados com o fito de garantir um gerenciamento repleno, fortalecido pela grandeza de um modelo sistêmico, objetivando a completitude da primazia posicional da empresa.

Gestão Corporativa

É verdade que o uso da palavra “gestão” intensificou-se de maneira célere, mas tem sido cuidadosamente implementada, decerto, para evitar o desgaste observados em outros palavras. Gestão é uma palavra provinda etimologicamente do Latim, com raiz no verbo “gerere” cujo sentido reflete a ideia de empreender, gerir, dirigir , logo a palavra Gestão se deriva de “gestio/gestionis” que é o ato de empreender, gerir, dirigir entre outros vocábulos com acepções nesse mesmo campo semântico, sendo transportada para a ciência da Administração como Gestão Corporativa, Organizacional ou ainda Empresarial.

Destarte, observa-se que o termo Gestão Corporativa veio positivamente, carregado de valor estratégico reafirmado como um vetor inovador cuja a exterpise envolve técnica, ciência e habilidade, o que, sem dúvida, cauciona a perpetuação e a dinâmica das empresas no atual, revolucionário e mutável mundo dos negócios.

A Gestão Corporativa converge, na realidade, todo seu vigor para obtenção de resultados, pois, recorre primordialmente, para as tomadas de decisões, as quais são imprescindíveis na direção dos arremates desejados.

Os Esteios da Gestão

Nessa perspectiva, é válido ratificar que a Gestão Corporativa se estriba em três esteios, a saber: Estratégias, Processos e Pessoas. É claro que, antes de tudo, a Gestão elabora um Planejamento Estratégico, com o fim de definir a Missão da Empresa, o seu Olhar para o povir, bem como seus valores e crenças voltadas para a conquista de clientes, e sobretudo, para interagir com o mercado.

Dentro desse Planejamento Estratégico, ergue-se os esteios, sendo: As Estratégias, suportes que vigoram as tomadas de decisões e asseveram as condições favoráveis ao estabelecimento de comprometimentos das pessoas e das melhorias permanentes dos processos. Os Processos operacionais controlados desde um trabalho de feedforward, devidamente mensurados e marcados por características como resiliência e responsividade, as quais garantem aos processos perfil inovador, levando a empresa ao aumento seguro, constante e qualificado de seu MARKET SHORE ( fatia de mercado).

Por fim, e em destaque, evidenciam-se as Pessoas, a força motriz e propulsora de todo desenvolvimento organizacional, desde que preparadas e comprometidas cuja competência impulsiona o giro da engrenagem da gestão, produzindo vantagens competitivas.

Governança Corporativa

Governança Corporativa é um sistema que indigita e institui parâmetros, no âmago, do processo de gestão, os quais taticamente aplicados, representam, sem dúvida. suportes fulcrais que levam as empresas encontrarem o caminho, sem retorno, para evoluir com força competitiva.

A palavra governança tem origem latina, procedente do verbo Gubernare, que corresponde em português ao verbo Governar. É relevante salientar que, mesmo observado este vínculo semântico, o sistema de Governança Corporativa teve, entre outros, dois conceitos, que a saber: O conceito da CVM (2002), Comissão de Valores Mobiliários que define Governança como sendo: ” Um conjunto de práticas que tem por finalidade otimizar o desempenho de uma corporação ao proteger todas as partes interessadas, tais como os investidores e credores, facilitando o acesso ao Capital”. De outro ponto de vista, Santos ( 1997) havia conceituado Governança” Como requisito fundamental para o desenvolvimento sustentável que incorpora ao crescimento econômico, a equidade social e também os direitos humanos.

Na realidade, a Governança Corporativa tem como significado maior, amalgamando os dois conceitos acima e acrescendo novos olhares, o objetivo basilar de conduzir a economia, criando mecanismos, para que as corporações sejam íntegras e transparentes.

Por que Governança Corporativa?

As práticas de Governança Corporativa, na contemporaneidade, são ingredientes primaciais em qualquer Organização , porque promovem a fundação da sustentabilidade dos negócios e inspiram relacionamentos que se completam de forma estáveis e confiáveis entre os acionistas ( SHAREHOLDERS ) e as outras partes interessadas ( STAKEHOLDERS) rumo à concretização de metas coletivas, pautadas na responsabilidade pelos resultados.

Ao incrementar e implementar um processo de Governança dentro da empresa, tem-se a íntima convicção de que esse processo é uma atitude promotora de contínua criação de valores e, também uma fonte fomentadora de uma cultura corporativa hígida, contemporânea e inovadora.

É claro, que a governança é um processo que deve permear toda malha organizacional, imprimindo no DNA da empresa os princípios de obediência às normas e procedimentos, ou seja, conduz as empresas a agirem em conformidade com a ordem ( COMPLIANCE palavra inglesa, provinda do verbo “TO COMPLY” que significa agir de acordo com a ordem, normas e regras ), assegurando, pois, às partes interessadas, como propósito conclusivo: Transparência, inclusividade, equidade, consenso, responsabilidade, enfim um sistema Parede de Vidros.( ACCOUNTATILY ).

Portanto, é recomendável a toda empresa, independentemente de sua dimensão o segmento, mas que vise sua permanência e crescimento no mercado adotar o sistema de Governança em consonância com o grupo de normas, a saber: ISO 16000: – que estabelece requisitos responsabilidade social e promoção da cidadania; ISO: 37001- sistema de gestão antissuborno; ISO: 26000 – que orienta as empresas na incorporação de diretrizes em processo de sistema de gestão socioambientais que fixam a implementação de um programa de Integridade Corporativa.

Admitir os laços da Governança é, de fato, fazer com que a empresa assuma uma postura ética.

Erasmo Pereira de Lima

Sobre o Autor

Graduado em Letras/UFPB, Especialista em Gestão de Pessoas/UPE e em Gestão da Qualidade pela fundação Christiano Ottoni/UFMG.

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